Estudantes recebem orientações sobre o Enem
5 de maio de 2015 Notícias, Portal

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado pelo Governo Federal em 1998, com o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica, buscando contribuir para a melhoria da qualidade do ensino no país.  Na sua 1ª edição, a avaliação contou com 157,2 mil inscritos.

Orientações sobre o Enem (3)Com a isenção da taxa de inscrição para estudantes de escola pública e o apoio das Secretarias Estaduais de Educação, das escolas de Ensino Médio e das instituições de Ensino Superior, com o passar dos anos, o Enem foi se democratizando. Mas a sua popularização definitiva aconteceu somente em 2004, quando o Ministério da Educação e Cultura (MEC) instituiu o Programa Universidade para Todos (Prouni) e vinculou a concessão de bolsas para o ensino superior à nota obtida no exame. No ano seguinte, o Enem alcançou a marca histórica de três milhões de inscritos.

Desde então, o número de participantes no exame tem crescido anualmente, chegando, em 2014, à marca de 8,7 milhões de inscritos. Essas informações refletem a importância que a avaliação tem nos dias de hoje, já que não se configura mais apenas como um sistema de auto-avaliação, assim como era quando foi criado, mas principalmente como um passaporte para o ingresso no Ensino Superior.

Esses aspectos sobre o Enem foram salientados pela supervisora de ensino da Rede de Educação Notre Dame, Claudia Toldo, durante uma conversa com os educandos de 2ª e 3ª Série do Ensino Médio do Colégio Notre Dame Aparecida, realizada na última segunda-feira (04).

Orientações sobre o Enem (18)Inicialmente, a supervisora apresentou a história do Exame, lembrando que é uma avaliação individual, que pode ser feita por estudantes concluintes ou que já concluíram o Ensino Médio, cuja prova é constituída por Redação e 180 questões sobre as quatro áreas do conhecimento: Linguagens, códigos e suas tecnologias; Ciências humanas e suas tecnologias; Matemática e suas tecnologias; e Ciências da natureza e suas tecnologias.

Claudia destacou, também, que o Enem não se trata de uma prova para a qual se pode estudar alguns dias antes, pois exige que o participante aplique os conhecimentos adquiridos em toda a trajetória escolar, de forma interdisciplinar e contextualizada e conforme as competências e habilidade que estruturam o exame. “O Enem quer incentivar o estudante a aprender a pensar, a refletir, a aplicar os conceitos e a saber fazer. Ele valoriza a autonomia do jovem na hora de fazer escolhas e tomar decisões”, frisou Claudia.

A conversa, porém, foi focada na importância que o exame tem, atualmente, tanto para o ingresso no Ensino Superior, quanto para a vida acadêmica do estudante. De acordo com a educadora, por mais que o MEC descreva o Enem como uma avaliação de caráter voluntário, ele é imprescindível para o jovem que deseja estudar em universidades qualificadas. Para explicar sua colocação, a supervisora apontou as formas de ingresso nas instituições de Ensino Superior, que adotam total ou parcialmente a nota do exame em seus processos seletivos.

Orientações sobre o Enem (29)Ela falou, ainda, sobre os programas governamentais que consideram os resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio: Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que utiliza a nota do Enem para selecionar candidatos para vagas em universidades públicas;  Programa Universidade para Todos (Prouni), que concede bolsas de estudos parciais ou integrais em universidades privadas, considerando a nota obtida no exame; e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que financia a graduação de estudantes matriculados em instituições não gratuitas e que, a partir deste ano, passou a adotar a nota no Enem como pré-requisito para a aquisição do benefício.

Antes de responder os questionamentos e sanar as dúvidas dos estudantes, a supervisora destacou as oportunidades que podem surgir, durante a graduação, para estudantes que conseguem uma boa média no Enem, entre elas, a conquista de bolsas de iniciação científica, a participação em projetos de pesquisa e, inclusive, de intercâmbio estudantil, como o Ciências Sem Fronteiras.

Por fim, Claudia estimulou os estudantes a se prepararem para as provas, encararem os estudos com seriedade e dedicação, pois os resultados que obtiverem poderão influenciar na conquista do curso desejado e na qualidade da formação que terão durante a vida acadêmica.